Caros colegas, não é por nada ou talvez seja por muito. Em 1867 um senhor rechonchudo que se dedicava a pensar e a escrever e que nunca pensou que o seu nome fosse usado da forma que foi, escreveu esta imensa verdade:
"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado"
Karl Marx / Capital
Já lá vão 140 anos, mas vale a pena pensar na previsibilidade da humanidade!
Se somos assim tão previsíveis, não poderíamos programar o futuro com o objectivo do bem comum?
Na gestão de pessoas, tanto funcionários como clientes, a promessa de felicidade deve ser apresentada com base em bens (valores) duradouros e não apenas satisfação do ego através do consumo cego e muitas vezes desnecessário.
Creio que todos nós já sentimos a satisfação de ter partilhado algo, a satisfação de ter ajudado alguém ou ainda o prazer de ter dado algo sem que nos tenha sido pedido. Esta satisfação é mais duradoura do que alguns prémios em dinheiro ou algumas promoções,
Seria interessante nas organizações criar a possibilidade de desenvolver actividades que colocassem os colaboradores na posição de poder ajudar, de variadas formas, pessoas com necessidades, pois quando entramos em contacto com realidades diferentes é que nos apercebemos da nossa real situação.
Caros colegas quis partilhar esta perspectiva, não por qualquer motivação politica ou religiosa mas sim porque é aquilo que sinto e penso.
Uma citação que se enquadra perfeitamente na nossa realidade actual. Mas esse "bem comum" apenas pode ser tido em conta por uma sociedade que não se baseie no determinismo individualista que nos apresentam como única e viável visão social e política. E não podemos chegar-lhe se continuarmos a ter cmo único direito fundamental do ser humano o de existir enquanto consumidor.
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